Pesquisadores como Russell A. Barkley, renomado psicólogo clínico, têm estudado esses comportamentos em crianças com TDAH. Barkley destaca a dificuldade dessas crianças em manter a atenção em atividades longas, repetitivas ou desinteressantes. Além disso, eles são facilmente distraídos por estímulos externos e internos, indicando uma tendência a "voar" em pensamentos. Durante avaliações, erros por distração, como sinais, vírgulas e acentos incorretos, são frequentes.
A atenção é crucial para o funcionamento adequado da memória, e crianças com TDAH muitas vezes são percebidas como "esquecidas". Pais relatam esquecimento de recados, material escolar e até mesmo do que foi estudado na véspera de uma prova. Embora consigam se concentrar em atividades estimulantes, isso não exclui o diagnóstico de TDAH, pois a vida cotidiana nem sempre oferece estímulos constantes.
Outro aspecto notável, conforme apontado por pesquisadores como Stephen P. Hinshaw, é que as meninas com TDAH tendem a ter menos sintomas de hiperatividade-impulsividade do que os meninos, embora a desatenção seja igualmente presente. Isso levou a um equívoco de que o TDAH era predominantemente masculino. A menor manifestação de comportamento perturbador em meninas muitas vezes resultou em menos encaminhamentos para diagnóstico e tratamento.
Portanto, enquanto o TDAH não está necessariamente associado a dificuldades acadêmicas, é fundamental compreender que o desempenho dessas crianças pode ser inferior às expectativas, dadas suas capacidades intelectuais. Essa visão mais ampla, embasada em pesquisas, ajuda a contextualizar os sintomas do TDAH em crianças e adolescentes, contribuindo para uma compreensão mais abrangente dessa condição.
Baseado no texto de ABDA, refeito e atualizado dez/2023.

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