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Mantenha sua mente centrada e em equilíbrio

Você já se percebeu com a mente agitada, como se estivesse num turbilhão de pensamentos constantes? É como se estivesse em um trem que passa por um milhão de estações, revivendo o passado, antecipando o futuro ou preocupando-se com tudo o que poderia dar errado. Para aqueles que lidam com ansiedade ou trauma, é como se nos encontrássemos correndo atrás desse trem, em vez de permanecermos firmes na estação, conscientes do momento presente. Nesses momentos, dormir se torna difícil, manter o foco parece inatingível e a interação com outras pessoas se torna desafiadora. A técnica a seguir foi desenvolvida para ajudá-lo a acalmar-se e a realinhar seu corpo e mente com o momento presente. Ela pode ser usada sempre que perceber que sua mente está vagando ou quando estiver prestes a entrar em um estado de ansiedade ou pânico. Este exercício é um trecho do Kit de Ferramentas de 2018 da Mental Health América. Aqui está uma versão bem simples da atividade proposta: Desembarque do Trem Antes de co...

TDAH e sua profunda influência na autoestima.

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Uma das consequências mais impactantes do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) reside na notável redução da autoestima. Indivíduos acometidos por esse desafio percebem as demandas impostas pelo mundo ao seu redor como verdadeiramente inatingíveis. A simples tarefa de manter o foco por um período ou, ainda mais desafiador, iniciar e concluir uma atividade básica, torna-se um campo minado de obstáculos. As críticas acumulam-se, solidificando-se como marcas indeléveis, e o desempenho abaixo do esperado culmina em uma dor emocional que evolui para uma sensação de incapacidade, muitas vezes levando à desistência e autossabotagem.

No contexto do TDAH, a autoestima sofre uma considerável depreciação. Enfrentar o Déficit de Atenção implica em operar de maneira distinta, tanto em termos comportamentais quanto cerebrais. As experiências persistentes de fracasso, associadas às dificuldades que resistem mesmo diante de esforços intensos, além das críticas incessantes, conduzem a uma profunda desconfiança nas próprias habilidades e até mesmo na inteligência.

É frequente que pessoas com TDAH se percebam como "inferiores" ou menos competentes, expressando pensamentos e sentimentos que revelam inequivocamente uma autoestima debilitada. A imagem distorcida de si mesmo emerge, incapaz de reconhecer com clareza as potencialidades reais e as fraquezas. Nesse cenário, as qualidades pessoais ficam eclipsadas ou passam despercebidas, enquanto as falhas, erros e fracassos são amplificados.

A autocrítica excessiva e julgamentos cruéis tornam-se características marcantes. A visão distorcida de si mesmo, associada à baixa estima, conduz a uma avaliação severa e até patológica, alimentando o "Complexo de Impostor". O sofrimento resultante dessa dinâmica pode levar a um afastamento social, padrões crônicos de desistência, auto sabotagem e até mesmo ao perfeccionismo.

A superação do TDAH demanda, inevitavelmente, a restauração da autoestima. Embora a baixa estima não seja a causa do TDAH, sua presença intensifica a insegurança. Em situações de pressão, expectativas elevadas ou medo do erro, a pessoa mergulha em um estado de ansiedade, podendo evoluir para estresse crônico, síndrome de burnout ou depressão. Este ciclo vicioso, por sua vez, agrava a capacidade de concentração, aumentando a probabilidade de erros e diminuindo ainda mais a autoconfiança.

No enfrentamento do TDAH, o cultivo da autoestima e da crença na capacidade de realização e superação assume papel crucial. Proporcionar uma orientação como "melhore sua autoestima" é fácil de ser dito, mas desafiador de ser concretizado. O fortalecimento da estima pessoal e da resiliência é uma das bases fundamentais para o progresso no tratamento do TDAH por meio da psicoterapia.

Se você se identifica com os sintomas do TDAH, seja com ou sem hiperatividade, é imperativo buscar a orientação de um profissional especializado. Uma avaliação apropriada proporcionará o diagnóstico necessário, abrindo caminho para os tratamentos mais eficazes em seu caso específico.


Texto baseado nas orientações de Dra. Cacilda Amorim.

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